quarta-feira, 9 de março de 2011

Aluno e conselheiro do FUNDEB é expulso de seu colégio e clama por seus direitos

O aluno do 9º ano Jose Andson de Melo de 18 anos, que estudava na escola Municipal Irmã Redempta Borges,

do Bairro Dez, está fora da sala de aula desde janeiro de 2011 quando começou o ano letivo. O motivo, segundo o aluno, questões pessoais com o diretor da escola Gildvânio dos Santos Ribeiro, perseguição do prefeito Jarbas Ricardo e da secretária de educação Maria Helena que o chamou de burro.







ENTREVISTA:



O que aconteceu no dia 16 de fevereiro quando você chegou na escola Irmã Redempta Borges no início do ano letivo de 2011? E por que?

Eu fui expulso pelo diretor da escola municipal Irmã Redempta Borges porque cinco profissionais da nossa escola que são atuantes, que fazem a nossa escola crescer sairiam da escola sem motivos. Quando o diretor Gildvânio quis tirar os professores Laudecir dos Santos, Maria José de Jesus Vieira(Zezé), Joselânia Maria de Oliveira, Gilson Daniel Pereira, Wellica Dayana Fontes A. Pereira com um abaixo assinado mentiroso, fraudulento a todo custo recorreu a secretária que afirmou que para isso precisaria de um documento, e ele respondeu que não só traria um, como vários se assim fosse necessário para tirá-los da escola. A partir daí quando eu fiquei sabendo, procurei os professores para saber o que estava acontecendo, foi então, que eu tomei partido e fiquei do lado dos professores, dando-hes apoio. Como eu sou representante do conselho no segmento aluno e FUNDEB fui à rádio Liberdade FM de nossa cidade para falar sobre a demissão indevida desses excelentes profissionais que só fazem o bem para a nossa escola, para a nossa sociedade. Não é porque esses professores não deu apoio a ele em sua reeleição para diretor da escola na gestão democrática que eles tem que ser praticamente expulso, porque se alguém sai de uma determinada função sem motivos óbvios, sem justa causa, é como se fosse. O diretor Gildvânio, falava em praça pública com seus colegas que os nossos alunos iam para a escola com o boné para esconder drogas. Que as mocinhas andavam com celulares para se prostituírem, tudo isso o diretor Gildvânio falava. Denegrindo a própria imagem de todos que ali fazem aquela instituição. Quando eu fui na rádio, falei sobre tudo isso para que a nossa sociedade soubesse quem é essa pessoa, esse diretor, saber da dupla personalidade que ele tem. Ele mostrou as pessoas quem ele é de fato, arrogante, prepotente. A rádio também permitiu que todas as cidades vizinhas também tomasse conhecimento de como age esse diretor. Quando falarem no nome dele, as pessoas já saberão quem ele é por detrás da máscara que ele a fim da força tenta passar, mas quem convive sabe quem ele é. Um diretor de uma escola que foi eleito e agora recentemente reeleito democraticamente para nos conduzir, nos representar, tem uma postura baixa como essa. Eu como conselheiro do município e do FUNDEB não poderia ficar calado, por isso que lutei juntamente com os demais alunos pela permanência desses professores na escola municipal Irmã Redempta Borgens através de um abaixo assinado verdadeiro que foi entregue no dia 25 de Janeiro de 2011 a secretária de educação Maria Helena. Depois desse dia foi feito uma reunião e foi decidido que esses cinco professores permaneceriam na escola. Isso não foi uma vitória unicamente minha, foi de todos os alunos da escola. A partir daí, o diretor Gildvânio começou a me persegui dentro do colégio porque ficou decidido que os professores que ele quis tirar, ficariam. Lembro-me que na ultima reunião de 2010 onde o prefeito Jarbas Ricardo, a secretária de educação Maria Helena compareceram, o prefeito ao estar de posse do microfone perguntou por três vezes consecutivas se tinha algum problema na escola, e o diretor Gildvânio falou que não na primeira e na segunda vez. Quando o prefeito insatisfeito perguntou mais uma vez se tinha algum problema na escola, e quando o diretor ia responder que não, eu como conselheiro que estava na multidão não poderia aceitar aquela inverdade. Levantei e disse: “ existem sim prefeito problema nesta escola! Temos computadores que não funcionam. Agradeço pelo o senhor ter colocado internet aqui na escola quando eu solicitei na reunião no final do ano de 2010 em nome dos alunos onde foi garantido e cumprido. Mas, infelizmente nós não temos os computadores. E o prefeito ficou surpreso e perguntou: Não tem computadores? Eu falei que não! Que dos seis computadores que existem aqui na escola apenas um está funcionando, os outros estão quebrados e ninguém faz nada, não toma providência. Foi então que a partir daí o diretor Gildvânio começou a me perseguir, por eu ser um conselheiro que quer o melhor para os nossos alunos. O diretor falou mau de mim porque eu fui na rádio defender esses professores que tanto colaboram e trabalham pela educação do município. Quem conhece esses professores sabem do compromisso que eles têm, sabem o seu valor. A fúria desnecessária desse diretor foi tomando proporções doentias, porque ele disse que iria me expulsar da escola custe o que custar. E foi o que ele fez porque eu era a pedra no sapato dele. Um aluno que cobra, que é crítico, pois o aluno para crescer, se desenvolver ele tem que ser crítico, tem que lutar pelos seus direitos e não deve baixar a cabeça pra ninguém, não deve temer. Eu me alto analiso como crítico. Sou um aluno presente que vai atrás do acerto. Quando ver algo errado não fica calado e isso incomoda, e incomoda muito. Eu percebi que não incomodo não só a ele, e sim, a outras pessoas que fazem parte daquela secretaria juntamente com ele que fazem vista grossa em suas obrigações.



Como foi o ocorrido na noite em que o diretor Gildvânio te expulsou da escola Irmã Redempta Borges?

As aulas estavam previstas para começarem no dia 14 eu estava lá e não teve aula. Fui no outro dia, dia 15 e não houve aula. No dia 16 eu cheguei 18:40 juntamente com mais 37 alunos e o portão estava fechado. Como todos nós temos direito a dez minutos de tolerância, nós estávamos dentro do tempo exigido porque o colégio fecha o portão ás 18:30hs. Então eu pedi para o funcionário contratado da prefeitura que fica responsável pelo portão da escola chamar o diretor Gildvânio que estava no pátio da escola e nos viu. Mas, quando ele viu que era eu, Anderson que estava lá com os 37 alunos, ele entrou na secretaria, demorou mais 10 minutos para passar ainda mais o tempo tolerável. Passado o tempo que ele queria, ele veio de lá pra cá já direcionando a palavra a mim de forma agitada, falando alto dizendo: Você está expulso! Eu vou lhe mostrar que acima de mim não tem ninguém, que eu mando aqui! Amanhã você só apareça aqui para pegar a transferência. E eu falei: diretor, fale baixo! O senhor fala baixo, eu também falo baixo e a gente se entende. E ele de forma nervosa só falava que não queria conversa, que só queria que eu aparecesse na escola no outro dia para pegar a transferência.



O que aconteceu quando você procurou o prefeito Jarbas Ricardo para pedir ajuda?

Quando eu liguei para o prefeito Jarbas Ricardo, falei sobre o que tinha acontecido e ele me disse que quando chegasse em Tapera, a gente iria conversar melhor.

O prefeito marcou um horário comigo na prefeitura e eu fui lá, só que o prefeito não compareceu como tinha combinado, como deu a sua palavra, ele fez vista grossa. No dia seguinte, na quinta-feira, eu fui a Arapiraca e coincidentemente encontrei ele no caminho, em um barzinho na cidade de Jacaré dos Homens pra se encontrar com algumas pessoas. Eu pedi rapidamente para o motorista parar para falar com o prefeito Jarbas já que eu não tinha conseguido falar com ele e repassar o assunto e ele como prefeito da cidade, tomar uma decisão. Quando eu cheguei lá e repassei o assunto, entrou naquela história, entrou em um ouvido e saiu pelo outro. Fez vista grossa para o que eu estava falando por eu não ser um jovem de influência política ou não ser um jovem da alta sociedade de São José da Tapera, não ter costa quente como se diz no dito popular. O prefeito Jarbas Ricardo me esnobou. Virou as costas pra mim, fez como se eu não existisse. Sou um jovem pobre sim! Não tenho vergonha de minhas origens. Eu fui naquela oportunidade, totalmente ignorado. Tendo os meus direitos rejeitado pelo prefeito que eu votei, que eu um dia confiei juntamente com a minha família.

A gente vota na família Ricardo desde a época do pai dele, o ex-prefeito Enio Ricardo, e olhe o que a gente recebe em troca na primeira oportunidade que os procuramos. Estou decepcionado, me sentindo humilhado por ter os meus direitos violados. Eu não estou cobrando do prefeito um emprego, uma feira, um remédio de farmácia, ou que ele pagasse o talão de luz da casa de minha mãe como muitos fazem. Não! Estava pedindo para voltar para a escola, para estudar. Eu fui cobrar uma posição, uma atitude a qual também compete a ele. E ele me virou as costas, me fez sentir um nada, um sem valor. Eu estou com o coração partido, não só eu mais todos os alunos e professores que me dão apoio, que estão do meu lado. Sou pobre, mas sou honesto, trabalhador, um estudante exemplar, um conselheiro dedicado a cumprir com seus deveres e na obrigação de honrar cada voto que os alunos da escola depositaram em mim para representá-los como conselheiro no segmento aluno. Não devo nada a ninguém, e não vou baixar a cabeça para os que se dizem serem os donos da verdade.



Depois de não obter apoio do prefeito Jarbas Ricardo, você procurou a secretária de educação do município para melhores esclarecimentos sobre o assunto?

Houve uma reunião onde a Maria Helena, secretária de educação daqui de minha cidade adoçou o assunto. Ela deu apoio ao diretor e provou o que o diretor disse que acima dele não existia ninguém! Ele falou para mim diante de todos que estavam presentes naquela noite do dia 16 de fevereiro de 2011. Quando a secretária de educação assinou a minha transferência, como eu estou aqui com ela em mãos, fez valer tudo o que o Gildvânio disse em público. O interessante que o presidente do FUNDEB, o professor Sandro Murilo compactuou com tudo isso, assinando a minha tranfêrencia, assinando em baixo sem ter tido a consideração de me perguntar de fato como tudo aconteceu. O diretor Gildvânio se gabava na delegacia dizendo que todos estavam do lado dele, como de fato estão. A Leninha secretária de educação me conhece porque todas as reuniões eu estou presente não só no seguimento aluno, mas também como conselheiro do FUNDEB. A Leninha me conhece como uma pessoa crítica, que acompanha e cobra as coisas para as nossas escolas. A secretária de educação chegou ao ponto de dizer que como já tinha me dado razão na primeira vez quando eu estava do lado dos professores para que eles permanecessem na escola quando o diretor Gildvânio queria tirá-los por questões pessoais, agora, mesmo eu estando com a razão, em meu direito ela jamais me daria razão, me daria apoio para que eu ficasse na escola. Ela assinou em baixo tudo que o diretor quis fazer, tudo que ele disse. A secretária de educação concordou com o diretor para me expulsar da escola sem eu ter feito nada. A secretária de educação Maria Helena com toda a sua prepotência abusou do poder, usou da má fé como secretária do nosso município pra me prejudicar. Se eu não tivesse cabeça hoje eu poderia cair no álcool, nas drogas, na criminalidade por ter todos contra mim, por não ter dinheiro para contratar um advogado, por não ter amizades com os poderosos, costas quentes, alguém que dê uma palavra, um apoio por mim. As pessoas que eu mais acreditava, mais confiava, as que mais poderiam me ajudar se juntaram em um complô e me expulsaram da escola como o prefeito da cidade Jarbas Ricardo, a secretária de educação Leninha, o presidente do conselho de educação, o professor Sandro Murilo e o Gildvânio diretor da escola que eu estudava. Quando eu falei olhando nos olhos da secretária que iria procurar os meus direitos, ela com um tom de deboche falou que pensava que eu era mais inteligente. Citou por várias e várias vezes que pensava que eu era mais inteligente. Sabe por que ela disse que eu não era inteligente? Porque eu não aceitei o acordo dela. A secretária de educação disse que entre mais de 10 mil alunos, mais de 500 professores, entre tantos e tantos coordenadores e funcionários contratados do município, eu fui o único que não aceitei um acordo com ela. “Até hoje nenhum funcionário da rede municipal discordou de um acordo meu, você está sendo o primeiro.” Foi o que ela disse. Eu tenho que abaixar a cabeça só porque sou humilde? Só porque não tenho costa quente e não tenho influência política? O Jarbas Ricardo prefeito do município que é entendedor de tudo? A Leninha que é a secretária de educação do município que é mais entendedora de tudo que acontece viraram as costas pra mim? Assinou em baixo? Por que? Aí é que eu me pergunto, por que estão me negando um direito que é meu? Por que esse interesse de me deixar fora da escola, secretária de educação? Justo você que se prega a melhor de todos os tempos? Onde está a justiça? Vivemos em um Brasil onde se investe muito na educação. São recursos e mais recursos do governo Federal para uma educação melhor, para recuperar o aluno, para a permanência do mesmo na sala de aula, e eu, fui expulso da escola? A prepotência, arrogância e abuso de poder tanto do prefeito Jarbas Ricardo quanto da secretária de educação Leninha, não é pra vida toda. Eles esquecem que são autoridades de 4 anos, que para esse poder acabar só faltam menos de 2 anos e que uma personalidade de caráter jamais agiria assim. Eu sou aluno para o resto da vida. Sou um eterno aprendiz. Se Deus quiser, irei me formar com o meu próprio suor, sem dever nada a ninguém, sem depender de favor de ninguém, sem ter colher de chá de político nenhum.


Como você se sente ao ser chamado de burro pela Maria Helena, secretária de educação de São José da Tapera?

Confesso que a princípio fiquei decepcionado, pois não esperava esse comportamento baixo da parte dela. Como é que pode uma secretária de educação mencionar palavras desse tipo para um aluno? Mas, como a prepotência prevaleceu durante todo o tempo que passei conversando com ela, aquela imagem de boa secretária, de pessoa legal, meiga que ela passa de forma mentirosa, foi por água a baixo. Ela me chamar de burro porque eu não quis ceder aos caprichos dela? Por eu não me deixar vencer por buscar um direito que é meu? Por eu simplesmente dizer a ela que queria voltar para a sala de aula, e ela de forma impiedosa dizer que dessa vez mesmo eu estando com a razão, ela não me dará apoio? Que eu tinha que renunciar os meus direitos? Justo eu, um aluno atuante, que busca o melhor para o coletivo? Que foi eleito democraticamente pelos meus colegas da escola como conselheiro dos alunos? Isso jamais! Jamais baixarei a minha cabeça para ninguém quando eu estiver certo. Eu sou um jovem de Deus! Não temo os que estão usando da magia negra para me prejudicar. Porque eu sou de Deus e rezo todas as noites pedindo proteção divina. Essa luta não é só por mim, e sim por todos os jovens da rede municipal o qual eu os represento. Uma atitude minha reflete em toda a rede municipal, nas 47 escolas do município de São José da Tapera porque eu sou conselheiro de todas, não só da escola que eu fui expulso. Eu não posso estudar, não posso exercer o meu direito de conselheiro do FUNDEB e do segmento aluno porque nem na escola eu posso mais pisar, pois desde o dia 16 de fevereiro que o diretor Gildvânio me expulsou com o apoio da secretária de educação Leninha e do prefeito Jarbas Ricardo, onde eu fui quase agredido devido a fúria que ele estava naquele momento, eu não ando mais lá a pedido de minha mãe. A minha sorte era que tinha um portão que nos separava, senão ele teria me chutado, me agredido. Ele não quis aceitar o tempo de 10 minutos que é tolerado em todas as escolas, só para ser um pretexto e dizer que eu estava errado. Mesmo que eu estivesse, não seria motivo para o diretor me expulsar. Tenho prova dos 37 alunos, de que em momento algum eu o agredi verbalmente. Pelo contrário, eu sempre pedia para ele falar baixo. Mas, como ele estava exaltado, continuava gritando sendo o todo poderoso da educação. O diretor andou em todas as salas me chamando de caba de peia, com palavras de baixo calão para me denegrir. Tudo isso foi passado para a secretária que insistia em dar-lhe apoio. Se formos analisar, em partes, ele provou ser o melhor, o certo apenas para o grupinho dele por ter o apoio do prefeito que virou as costas pra mim, da secretária que me chamou de burro porque disse que eu iria perder o meu beneficio no PETI. Só que a secretária esquece que é verba do governo Federal e não municipal, não tem nada a ver.



Como seus vizinhos, amigos e familiares vêem o fato de você ser perseguido pelo prefeito Jarbas, a secretária de educação Leninha e pelo diretor da escola Gildvânio?

Eles estão indignados! Os meus colegas fazem questão de sair comigo. Muitos até dizem "se mexer com você estarão mexendo comigo" no sentido de me proteger de uma agressão física. Mas, eu não quero isso para a minha vida. Eu não quero viver assim com medo porque estou buscando o meu direito, o direito de permanecer na sala de aula, no meu colégio. Quem sabe o que pode acontecer comigo? Estou com medo, mas vou procurar os meus direitos sim custe o que custar! Serei um professor formado e mostrarei que mesmo sendo humilde eu venci e não baixei a cabaça pra seu ninguém em troca de beneficio do governo Federal e nem por capricho de diretor. Quando a gente luta pelas pessoas mais pobres, quando fiscalizamos somos perseguidos e humilhados. Um conselheiro do município e do FUNDEB que so luta pelos nossos direitos, pelo nosso bem. Estou sendo escorraçado por esse complô da educação. Quantas e quantas vezes eu comprava cartão telefônico para ligar para a rádio cobrando dos políticos a construção de uma escola aqui no Bairro Dez. Quantas vezes eu participava de conversas e falava a importância de termos essa escola aqui. O meu interesse de ajudar a nossa gente que é tão descriminada e pisoteada incomoda a muita gente. A gente só tem um pequeno valor quando é época de eleição, aí todos aparecem querendo dar jeito na situação.



O que você gostaria que acontecesse por parte da mídia nesse momento?


O complô para me expulsar da escola por parte do prefeito Jarbas Ricardo, da Maria Helena secretária de educação daqui do município de São José da Tapera, do professor Sandro Murilo que é presidente do conselho e do Gildvânio diretor da escola municipal Irmã Redempta Borges, é um escândalo NACIONAL! Graças a Deus que você Gracinha não tem rabo preso com ninguém e está colocando em seu blog que é muito respeitado e eu sei que tanto o prefeito Jarbas Ricardo lê como outras pessoas que com certeza irão comentar com todo mundo. E eu peço que façam isso mesmo. Me ajudem já que os que estão para me ajudar viraram as costas para mim. O meu sonho seria que essa Matéria de fato saísse no FANTASTICO o qual já estou em contato e se DEUS quiser o BRASIL VAI SABER DESSE ACONTECIMENTO de abuso de poder de São José da Tapera. E o Brasil saberá que na cidade que foi considerada como o pior índice de desenvolvimento humano (IDH), onde o presidente Fernando Henrique Cardoso implantou o bolsa família, existe um aluno escorraçado da sala de aula, sem o apoio do prefeito da cidade, da secretária de educação e sem o apoio do presidente do conselho do FUNDEB. Ajudem-me! Peço a todos vocês que fazem mídia que copiem esse texto e espalhe para o máximo de pessoas que vocês puderem. Passem e-mails, MSN ou recados no Orkut. Divulguem essa barbaridade que estão fazendo comigo, só porque fui a favor da permanência dos professores na escola e por fiscalizar os descasos da escola Irmã Redempta Borges a qual sou conselheiro no segmento aluno. Fui expulso por fiscalizar, por cobrar melhorias! Acredito que o diretor teme que eu um dia seja candidato a diretor da escola devido a minha popularidade na mesma, mas se um dia eu vier a ser, quem escolhe são os pais e alunos, democracia é isso. Todas as vezes que vou deitar eu peço a meu Deus que me ilumine, me dê inteligência para seguir o dia. Essas pessoas se reuniram para jogar a minha dignidade ao léu. Eles não só me desrespeitaram como toda a classe de alunos e principalmente a minha mãe que não dorme direito só pensando no que aconteceu. Ele não é nenhum imperador para reinar sempre como muitos também exercem cargos aqui em São José da Tapera de maneira única.



Quais foram às medidas tomadas em busca de seus direitos? E o que você espera dessa situação?

Fiz o B.O na delegacia aqui de São José da Tapera onde os professores e alunos da escola estão por mim. Eu fui no Ministério Público falar com o promotor Dr. Luiz Tenório que me aconselhou para eu pedi proteção a justiça. O promotor me mandou consegui um defensor público para fazer a minha defesa, só que eu tenho medo porque o defensor público do Município é o Dr Jânio que é advogado do prefeito Jarbas Ricardo e tem muita influência com o prefeito, por isso, tenho medo que ele venha a me prejudicar. Aí eu deixo a pergunta no ar... Como é que eu fico nessa situação? O que eu faço? Quem estará do meu lado dando uma palavra por mim? As pessoas que eu pensei estar do meu lado, que eu confiei, que eu votei, que a minha família votou para estarem no poder,estão virando as costas pra mim, me expulsaram da escola. Eu cheguei a pedir votos de meus amigos e familiares na gestão democrática para a eleição de diretores das escola, e votamos nesse diretor Gildvânio onde toda confusão começou por parte dele e apoiada por todos da educação e principalmente pelo prefeito Jarbas Ricardo, que decepção! O prefeito que eu tanto confiei, votei simplesmente está apoiando tudo isso. Na primeira oportunidade que a gente precisa de uma palavra dele, o prefeito me humilha, me expulsa do colégio, me deixa aqui com o caderno na mão querendo estudar e sem ter como. A pergunta que eu deixo é para você prefeito Jarbas Ricardo, secretária de educação Leninha... Onde é que vai parar tudo isso? Eu não to pedindo a vocês dinheiro, cargos, eu quero apenas voltar a estudar no meu colégio e terminar o 9º ano e um dia ser professor. Quero fazer concurso para não precisar depender de favores de ninguém. O que mais me dói são as palavras da secretária de educação Maria Helelna dizendo... Eu pensava que você fosse mais inteligente. Sabe por que? Porque a secretária estava se referindo ao cargo que eu tinha no PETI (Programa de erradicação do trabalho infantil) onde eu trabalhava como técnico administrativo. E por isso eles queriam comprar o meu silencio, a minha honra, a minha dignidade. Queriam que eu me calasse por receber um beneficio do governo Federal que não tem vínculo com a prefeitura.



Você teme sofrer alguma agressão física por parte dessas pessoas já que você afirmou que existe fúria e pessoas indo recorrer a magia negra?

Eu tenho medo, sim. Eu temo até a minha própria vida porque estou enfrentando os poderos do nosso município. Pessoas que tem influência em tudo. A minha mãe me proíbe de andar a noite com medo de que façam alguma coisa comigo. Hoje eu não posso mais conversar com meus amigos na praça como de costume. Se eu chego cinco minutos do horário previsto da saída da escola, chego em casa a minha mãe está aflita. Chorando de preocupação! Eu agredito sim que terei um final feliz e voltarei para a minha escola e não qualquer outra do município como a secretária Leninha me obrigou a aceitar. Isso eu não quero noa. Estudar em outra escola por complô da educação e assinado em baixo pelo prefeito Jarbas Ricardo? Não! Quero ficar na minha escola Irmã Redempta Borges no bairro que moro, luto e respeito todas as pessoas daqui.



A senhora como mãe, o que está sentindo ao ver o seu filho expulso da escola e sem apoio das autoridades de São José da Tapera?

Me dá um aperto no coração. Já não tenho lágrimas para chorar mais. A gente que é pobre somos tratados como cachorros sem dono. Expulsaram o meu filho da escola como se fosse uma pessoa sem valor. Mais o meu filho é educado, estudioso, uma pessoa boa. Pode perguntar aos vizinhos, a quem quiser qual é o comportamento do meu filho. As pessoas vem aqui em minha casa para saber o que aconteceu. Todos acharam ruim o jeito que trataram o meu filho. Ele é um menino bom. O meu filho me respeita, me ajuda em casa e gosta de estudar. A minha casa é cheia de garotos da sua idade que vem estudar aqui com meu filho. Não procurei vereador não. Se meu filho procurou o prefeito que manda na cidade, a secretária de educação e não fez nada pelo meu filho, viraram as costas, quem mais vai fazer? A gente é pobre, não tem dinheiro. Mas, nas eleições a gente tem valor, eles sabem onde a gente mora e logo trata a gente como se fosse rico vindo em nossa casa tomar cafezinho, abraçar e pegar em nossas mãos perguntando se precisamos de alguma coisa ou que vão fazer isso e aquilo pela nossa gente e pela nossa cidade. O que eu mais queria? Que deixasse o meu filho entrar na escola, que não maltratasse o meu filho e nem fizessem mal. Veio uma mulher aqui dizer que estão fazendo macumba pra meu filho. Ôh meu Deus proteja o meu filho dos inimigos! Salvai ele das pessoas que querem o mal. Meu filho só vive de casa pra escola. Quando é a hora dele chegar eu fico na porta esperando com o coração na mão. Quando eu vejo ele na esquina eu digo, graças a Deus que meu filho vem alí. Tenho medo sim de fazerem alguma coisa de ruim com meu filho. A gente é pobre né Gracinha? A gente houve tantas histórias de gente grande por aí que dá medo. Eu peço ao prefeito da cidade (Jarbas Ricardo) e a secretária de educação ( Maria Helena) que deixem meu filho na escola, deixe o bichinho estudar e terminar o ano. É só isso que a gente quer, mais nada! Só isso que a gente quer! Diz a mãe do aluno Anderson, Maria Salete de Melo, com uma voz triste e lágrimas nos olhos.




Confira fotos abaixo:








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(-:Gracinha de Souza:-)

17 comentários:

AM CD's disse...

Parabéns a vc Gracinha, por divulgar uma coisa tão absurda como essa e que está acontecendo na nossa cidade! Anderson estamos com vc!

laudeci disse...

Gracinha te parabenizo pela materia,precisamos sim falar e divulgar os descasos que vem acontecendo na educação do nosso municipio,é injusto o que vem acontecendo naquela escola, onde todos fecham os olhos e fingem q ñ ver.Diretor age como se a escola fosse propriedade dele,precisamos q providencias sejam tomadas.Mim orgulho de ser professora,desse aluno.Parabéns ANDERSON por lutar pelos seus direitos, isto mostra q voce realmente aprende o conteudo ensinado.

Gracinha Radialista - Estudante de Jornalismo. disse...

Esse sempre foi o meu papel como comunicadora social e agora como uma futura jornalista. Devemos acreditar que temos uma mídia LIVRE para todos, quando na verdade muitas vezes um simples telefonema impede de noticias como essa chegue ao alcance de todos. Notícias desse porte raramente chegam ser publicadas em primeira página dos jornais da elite. Mas, mesmo assim, um estudante de jornalismo ou um jornalista formado não deve se corromper em defesa da publicação de sua matéria como os meus professores de jornalismo nos passam na sala de aula. As pessoas tem que se habituar a ler não apenas aquele veiculo de comunicação q é tido como o topo da audiência, devemos zapear para buscar diversas verdades e fazermos uma auto crítica sobro o dito e o não dito para não ficarmos alienados.
A sociedade não satisfeita deve fazer mobilizações em defesa da verdade que se acredita. Boa parte das pessoas excluídas da mídia,no meu ponte de vista, deve colocar a boca no trombone, seja em praça pública ou pelas ruas da cidade para que pelo menos, os seus munícipes saibam do que está acontecendo por traz de um governo que tenta oprimir os menos favorecidos de conhecimento, liberdade e de autonomia.


Atenciosamente


(-:Gracinha de Souza:-)

VEREADOR EVANDRO CARDOSO disse...

Caro Anderson, preciso falar com vc urgente...Serei mais um nesta luta.

laudeci disse...

precisamos nos unirmos para que o aluno Andersom de Melo retorne o mais rapido possivel pra escola.Pois é injusto ver um jovem fora da escola apenas pq cobrou o seu direito de aluno.Em que seculo estamos , onde se fecha as portas de uma escola pra quem quer estudar, pra quem luta pelos seus direitos. E a sociedade ñ faz nada pra ajudar, como se ele estivesse cometido a pior das atrocidades.Precisamos ver a escola como um lugar onde formamos cidadãos criticos que seja capaz de reivindicar e de lutar por aquilo q acredita e ñ cidadãos alienados, q apenas balance a cabeça e obedeça.Este aluno foi punido sem ter a oportunidade de defesa, apenas pq ñ aceitou calado as atrocidades cometidas por um diretor ditador e arrogante,que usa a escola como se fosse a casa dele.Mais que DEMOCRACIA é essa onde ñ se ouve, n~se discute, apenas se dita regras.Esperamos poder contar com todos que acreditam que a "EDUCAÇÃO" ´e uma forma de intervenção no mundo... para que esse aluno tenha o seu direito garantido voltar a sua sala de aula e retomar seus estudos. Estou falando de um jovem estudante, q cumpre com seus deveres como cidadão e que apenas pede o direito de permanecer na escola. VAMOS NOS MOBILIZAR PRA GARANTIR A ESSE ALUNO O SEU DIREITO A EDUCAÇÃO.

Edivaldo disse...

A reportagem me deixou comovido pelos argumentos aqui postos. Fico triste por saber, que nos tempos atuais, onde queremos alunos na escola um ou outro esta fora da sala, por descasos como aqui foi citado. É ridículo tudo isso. Mas o que esta em foco não é somente a intolerância das autoridades como foi escrito na matéria. Um fato é você lutar pelos seus direitos outro é você violar. Quero aqui citar um ato seu (Anderson) na ultima reunião do ano de 2010, onde tu colocaste, que o ensino da escola “estava pra baixo de zero”. Eu como educador desta escola e tantos outros (inclusive alguns que você se coloca como defensor) ficamos indignados com esta expressão barata e mentirosa. Com isso meu caro, você se colocava no rol de aluno não inteligente. Quanto à democracia na escola ela sempre prevaleceu; agora você e alguns profissionais não sabem de fato o significado desta.
Estava como você e outros, no dia em que foi escolhido Gildivanio como diretor. E sei o dito e feito por alguns profissionais que não aceitava Gildivanio como diretor e fazia questão de dizer aos eleitores (pais, alunos) que a desorganização da escola era por conta da irresponsabilidade do atual diretor, esqueciam que há poucos dias este estava de férias e uma profissional a chegar no dia da votação disse que trouxe o nome de todos os eleitores, no momento em que começou faltarem nomes ela atribuía isso a ele. Ainda, na contagem dos votos eu como fiscal fui mandado por duas vezes silenciar quando reclamei que os votos deviam ser contados de forma clara.
O pano de fundo de tudo isso é a politicagem nojenta que muitos usam, mais a comunidade escolar sabe dar a resposta. Quero ainda ressaltar alguns rumores que ouvir a seu respeito como aluno daquela instituição, como a tua ambição por não ganhar o concurso de redação e como dizia uma professora sua “a sua inveja e perseguição a jovem que ganhou”. LUTE SIM, PELOS SEUS DIREITOS E NUNCA OS VIOLEM.
E afirmo que não faço parte de grupinho 'A' ou 'B'. Sou Professor.

Auderlei Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Auderlei Silva disse...
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Andson de Mello disse...

Edivaldo,
você não pode jamais falar de mim porque você é um cara contratado. Como você falou que não é grupinho "A ou B" você falou a verdade, e eu concordo com você, você não é de "A ou B" e sim do grupinho "C", corrompido, comprado, corrupto e etc. Por isso você não tem a mesma coragem que eu tenho. Porque Andson não se vende e muito menos se compra.
E lembre-se, você não é professor, você não passa de um contratado. Um simples contratado!

Por: Andson de Mello

Edivaldo disse...

Anderson, Não falo de você, sabe p q? Primeiro pq. Pensei que vc fosse uma pessoa com maior perspicácia. Mas como tu relatou muitas vezes na reportagem ñ é mentira o q falaram a teu respeito. Segundo pq ser contratado ñ tira a minha intelectualidade, pois sou graduado e sendo concursado ou não, este fato não tira o meu saber, nem minha profissão, no entanto, sendo um simples contratado exerço muito bem aquilo que me foi proposto. Terceiro não sou corrupto, corrompido (não traio confiança de ninguém, principalmente de quem me trata bem). E até então não me subiu a cabeça o poder (como vc faz questão de falar que conselheiro) Quero lhe colocar alguns fatos para vc entender que não somente faço parte do grupinho “C”, mas sim de muitos grupos (influentes ou não). Sou conselheiro, aliás, duas vezes, veja você!!!(Conselho Municipal de Saúde e do Conselho de Direito) faço minha parte e nunca precisei vender meu voto, nem maltratar ninguém usando esse tipo de argumento, ou melhor, como dizia, meus votos já que sou duas vezes conselheiro, digo ainda, até então não me sentir o último biscoito do pacote. Nesse mundo capitalista meu jovem quem não se vende ou se compra termina estragando (só ilustrando: vc ao chegar no mercadinho para com ovos tem que ter dinheiro, caso não tenha o q acontece? Não compra). Enfim quero lhe falar como tu tanto pedias na reportagem, vai estudar e aprender. Pq só assim vc torna-se-a um ser melhor. Pare de bater tanto a cabeça na parede pensando que esta abafando. Faça as coisas com fundamento, pense antes de agir... Leia um bom livro quem sabe vc aprende que para ter coragem não precisa petulância, tiro do teu coração o egoísmo.
E como terminei da ultima vez sem medo de perder minha profissão, pois exercendo ou não, ninguém pode tirar de me o q sou. "Tudo pode ser tirado do homem menos o seu saber" como dizia Viktor Emil Frankl.

Professor Edivaldo

Thamyres disse...

Meu caro Anderson,não vejo problema em ser "contratado",somos sim contratados e executamos nosso papel,assim honrando o juramento que fora dito em nossa formatura de magistério,e que logo se perpetualizar-se-a em nossa conclusão de licenciatura (QUIMICA,em meu caso).Ah! e veja só, o grupo "C" de verdade não existe, mais se esse, vc refere-se aos contratados, Não somos corruptos e nem corrompidos apenas tivemos a oportunidade de oferecer a nossa qualificadissima mão de obra, e de sermos compensados pela tal,e vejo que você assim como nós(refiro me a todos os contratados) deveria aproveitar a oportunidade recebida e aliás por direito próprio seu,estudar para terminar seu FUNDAMENTAL e eventualmente concluir um ensino médio e futuramente com méritos próprios e ajuda divina(DEUS) cursar uma faculdade e arrumar uma bom emprego, e quem sabe você ANTES de de torna-se efetivo, esteja ocupando uma lugar assim como nós de CONTRATADO.Anderson "palavras são como as águas do mar elas vão e voltam".
SOUZA,Thamyres Shynayra lisboa de.

Professora Thamyres...

leila disse...

Anderson,
Penso que vc esta sendo marionete nas mãos de alguns profissionais, que deveriam fazer sua parte como educadores. E não induzir pessoas como vc, que ainda nem terminou de ser alfabetizado. Estude, estude... Estes atos seus parecem mais vandalismo do que cobrar direitos. Ou, vc quer ser igual à Geyse Arruada? Aparecer na mídia por vulgaridade?
Quanto ao que vc colocou contra os contratados e em especial ao PROFESSOR EDIVALDO (formado em 2005 no ensino médio normal, em 2009 licenciado em História e agora Universitário da UFAL, cursando Filosofia), talvez,vc sabe não o significado da palavra mais já que é um aprendiz como eu também sou vou lhe explicar: Sinônimos de contrato: acordo, pacto, convenção. E o antônimo: distrato . Em nenhum momento no dicionário a palavra contrato, significa corrupção ou descaso com a profissão. Vejo tanto que são concursados e não fazem o seu trabalho com tanta dignidade como o Edivaldo faz e tantos outros. No entanto, concordo com vc quando fala em sentido literal que “não se vende nem se compra”, mas o que me dói é ver e saber que vc esta sendo usado por pessoas de má fé, o que o torna pior.

E se fores responder seja original e não cópias de más qualidades.

Professora Leila Cristina. “Contratada” não corrompida ou descompromissada com a educação de São José da Tapera.

Auderlei Silva disse...
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Gracinha Radialista - Estudante de Jornalismo. disse...

Caros blogueiros, quero deixar posto que, os comentários que aparecem parcialmente excluídos não são de minha autoria e sim de determinadas pessoas que os postam e se arrependem do que foi exposto. Entretanto os mesmos são excluídos totalmente depois de 24 horas já que não faz sentido ocupar desnecessariamente um espaço onde não se traduzem nenhuma ideologia.

Atenciosamente


(-:Gracinha de Souza:-)

lucressia disse...
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lucressia disse...

Nossa!!! O que esta acontecendo com nossa educação definitivamente é inadmissível, às pessoas estão esquecendo-se de respeitar direitos previstos na nossa constituição federal , mas precisamente no art.205 onde mostra claramente a educação como um direito de todos e no artigo 206 incisos I e II no qual o acesso e permanência na escola, a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber são apenas alguns dos princípios que devem ser ministrados nosso ensino, com base na nossa carta magna, temos também a LDBEN-9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que está precisando ser revista por alguns educadores que demonstram em seus infelizes comentários a falta de esclarecimentos sobre nossas legislações, ser professor não é apenas transmitir conteúdos devidamente selecionados pelo currículo e avaliar da forma mais tradicional possível um aluno para que ele conclua de forma bastante precária seu fundamental e médio, é antes de tudo ter a preocupação em formar cidadãos críticos e conscientes.O que vejo pela leitura da entrevista e dos comentários é que o Anderson é o tipo de aluno que tanto queremos formar, critico, consciente e que realmente faz valer sua cidadania, mas esse tipo de aluno, pra nossa sociedade capitalista é um empecilho, pois a sua clareza acaba atrapalhando os objetivos de alguns. Bem, meu objetivo com este comentário não é gerar mais discussões pra vocês que fazem parte do corpo discente e docente desta escola em questão, estou por fora de tudo isso, sou apenas uma aluna de pedagogia que também se preocupa com as questões educacionais, principalmente do nosso município, e só pra esclarecer não conheço este sequer o aluno, mas já passei a admirá-lo pela sua coragem de zelar pelos seus direitos, valeu Anderson continue assim, estude pra continuar aprendendo cada vez mais, e pra alguns professores é sempre bom dá uma olhada e colocar em pratica o que diz nossas leis, afinal elas não foram criadas em vão.

Gracinha Radialista - Estudante de Jornalismo. disse...

Cara Lucressia, como eis rica em conteúdo educacional. Meus parabéns pela formalidade, educação e seriedade que tratas-te esse fato ocorrido com o aluno Anderson. É uma pena que muitos artigos de nossa constituição não são levados a sério, e lamentavelmente a educação também é uma delas.


Atenciosamente


(-:Gracinha de Souza:-)